Como precificar se eu tenho o meu negócio de gastronomia, confeitaria, restaurante, hamburgueria... como eu faço para ter preços competitivos e fazer promoções que me façam vender mais e com lucro?
- Professor Luka Façanha - Lá vem o chefe LVX
- 19 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 26 de fev.

**Em uma ambiente com muitos empreendedores, a gastronomia acaba sendo uma boa opção. Como devo precificar os produtos, mantendo a rentabilidade e garantindo o crescimento de vendas?**
Para responder à sua pergunta de como fazer sua política de preços, é importante compreender que o termo "precificação" pode não ser o mais correto. Em verdade, O Professor Luka Façanha, mestre em Economia, e com graduação nos Estados Unidos e no Brasil, esclarece que tornou-se comum, no Brasil, a expressão "precificação", ou formação de preços". Instituições sólidas como SEBRAE e SENAC, que atendem pequenas empresas, gostam de utilizar esta expressão. Porém, mesmo estas instituições reconhecem que este é um vício de linguagem. Ou seja, embora ela designe o conhecimento sobre a rentabilidade de um produto, ela dá a falsa compreensão de que a sua empresa seria capaz de formar preços. Sejamos claros e afirmo isso concretamente: EMPRESAS NÃO FORMAM PREÇOS.
Quem forma preços é o mercado. E esses preços partem de uma combinação de três "Cs": Custos, Clientes e Concorrentes. Ou seja, já começamos admitindo que a precificação não parte da sua empresa, mas de um grupo de variáveis:
São os 3 princípios da precificação dos seus produtos (3Cs do preço):
1) os seus Custos para produzir um bem ou oferecer um serviço;
2) o valor que seus Clientes estão dispostos a pagar pelo seu produto ou serviço;
3) e qual o preço que os seus Concorrentes estão praticando.
Como os seus custos impactam na sua formação de preços?
Se você é da área de gastronomia, o custo mais importante é o CMV, ou o custo da mercadoria vendida. Nada mais é do que o custo dos ingredientes utilizados na sua receita, mais os valores da mão-de-obra e da energia empregada na produção. Controlando o seu CMV, você estará em uma excelente vantagem. Porém, também é importante considerar o valor dos impostos e das taxas das maquininhas de cartão ou das plataformas de venda, como o Ifood. Aqui na escola LVX, do Lá vem o Chefe, oferecemos cursos e consultorias para estudar estes custos, de modo prático e rápido, além de oferecermos planilhas e vídeos grátis, para queles que querem começar rápido, sem nada para investir.
Como os seus clientes influenciam na sua formação de preços?
Em economia, medimos um fator psicossocial, chamado "utilidade". Mas não a utilidade conhecida como necessidade, como no uso de ferramentas, máquinas ou objetos úteis. Usamos a utilidade em um conceito mais amplo, mais abrangente. Até por quê, se só comprássemos bens e serviços pela nossa necessidade, ainda estaríamos teclando em telefones com botões cuja bateria dura 1 semana inteira. O conceito amplo de utilidade compreende fatores individuais e sociais que influenciam em uma "onda" ou "moda", que gostamos de chamar: "desejos". O conceito de "utilidade", em ciências econômicas, compreende dois dragões famintos que caminham no seu ego: o dragão da necessidade e o dragão do desejo. Toda vez que você alimenta esses dragões, eles serenam dentro do seu ego. Por exemplo: quanto vale um copo de água gelada, depois que você caminha por 3 horas no deserto? O primeiro copo vale muito! Mas, depois de tomar um enorme copo de 1 litro de água, quanto valeria o segundo copo? É correto pensar que nós diminuímos o nosso interesse na aquisição dos bens e serviços, na medida em que vamos consumindo. Sendo assim, todos esses fatores são determinantes para sua formação de preços. Se um produto é muito caro, o cliente comprará uma única vez, se o produto é mais barato, o cliente comprará mais vezes, "alimentando dragões" da necessidade e do desejo.
Como os concorrentes influenciam na sua formação de preços?
Quando você entra em um mercado, é como se você estivesse entrando para ocupar um quartinho em uma casa que já tem vários moradores. Estes "outros moradores" são os seus concorrentes. Alguns deles são maiores, outros medianos e alguns são novatos, como você. O que você precisa fazer, nessas horas, é agir como um detetive que vai investigar a vida de cada um dos moradores. Lembra da personagem da Dona Clotilde, do Chaves? Pois é, você agirá como ela e vai fazer algo que chamamos, elegantemente, de "benchmarketing". Benchmarketing é uma importante ferramenta de marketing que compara as empresas do mesmo setor. Por exemplo, se você vai vender bijuterias, na faculdade, saiba quem são as outras pessoas que vendem. Pergunte o preço delas e, se possível, busque entender quanto elas faturam por mês. Converse com os clientes destas pessoas. Investigue tudo, assim como a "Dona Clotilde investigava todos na vila do Chaves". A partir deste conhecimento, você terá uma informação valiosa, como: quais são os produtos mais procurados pelos clientes, qual o preço que os clientes estão pagando e por aí vai. Saber dessas informações é fundamental para que você saiba o seu posicionamento de mercado. E sempre busque inovar. Conheça as querelas, as reclamações frequentes dos clientes, para aquele setor e tente suprir essas necessidades com soluções práticas.
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